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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A lei fundamental do sucesso

Há muitas definições de sucesso: atingir metas, fazer o que se gosta, gostar do que se faz, ser feliz, ficar rico, entre outras. Há quase consenso de que não existem regras definidas e seguras para se chegar lá.

Entretanto, descobri recentemente um livro com um título bastante esclarecedor: A Única Lei do Sucesso. Concordei imediatamente com a receita apresentada: - Só o permanente confronto com a responsabilidade gera resultados.

Contudo, para os que acham que o sucesso consiste apenas em ganhar dinheiro, nunca é demais lembrar que há pessoas bilionárias frustradas por não poderem comprar aquilo que mais querem: respeito!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Como se sentem palestinos e israelenses?

O outro sente-se como que em estado congelado (portadores do Mal de Parkinson). Sente-se como preso ao vidro de uma janela sem poder mover-se (depoimento de um ente querido). A mulher sente-se como se estivesse com sua pele nua no sofá coberto de areia (explicação de Virgínia Satir ao marido de uma mulher afetada pelo seu comportamento desleixado). O santo hindu descreveu que se sentia abarcando todo o universo, em estado de gozo indizível.

Não sabemos o que o outro está sentindo. Por isso devemos deixar margem para que ele se manifeste. Porém, ouvir é a ferramenta humana mais fácil de ser mal compreendida. Na maioria das vezes sequer damos ao outro a oportunidade de falar, pois preferimos falar do que ouvir. Não temos a formação do psicanalista para ouvir e compreender de forma apropriada. Contudo, sendo as relações humanas nossa principal ocupação no dia-a-dia, deveríamos todos receber algum treinamento para compreender a nós mesmos e ao outro.

Nosso egoísmo pode até nos dizer que já temos problemas demais. Que, em verdade, nem mesmo sabemos lidar com nossos próprios sentimentos, quanto mais compreender o sentimento alheio? Mas, como seres sensíveis e falíveis, devemos ficar alertas sobre o que o nosso semelhante pode estar sentindo.

Coloquemo-nos, pois, no lugar do outro antes de julgá-lo. Façamos um esforço especial para compreender os sentimentos dos palestinos e dos israelenses. Ouçamos os dois lados e estudemos a sua história para que possamos emitir nossas opiniões sobre eles com algum fundamento.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Choque de iniciativa

Pessoas, organizações e nações às vezes deixam de tomar as iniciativas necessárias para transformar sua realidade. Como resultado, a miséria e a violência espreitam à porta. Às vezes essa iniciativa depende apenas de que alguém acenda a centelha que ativará as forças mentais e corporais dormentes no homem.

Identifiquei um adolescente, meu parente, que vivia num ambiente decente, mas sem perspectivas de crescimento. Percebi que ele tinha potencial e lancei-lhe o desafio de reagir com o meu apoio. Ele atendeu ao desafio de estudar, trabalhar e mudar suas perspectivas de futuro. Atualmente está em fase de reflexão e, vez por outra, telefona-me chorando pela emoção de conquistas que jamais imaginava serem possíveis.

Isso também acontece com organizações e países. Vez por outra as circunstâncias fazem surgir os líderes necessários para tirá-los do seu sono profundo. Espero que tenha chegado a vez do Brasil. Várias iniciativas de choque de gestão estão acontecendo. Felizmente, pude participar do movimento que deu impulso a esses choques na década de 1990. Mas o grande choque inicial aconteceu mesmo foi em 1808, com a vinda de Dom João VI para o Brasil.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

A dignidade do servidor público

O servidor público muitas vezes está em condições desfavoráveis. Eventualmente, não tendo vocação para servir, ainda pode estar submetido à gestão sem compromisso com resultados. Numa das situações que investiguei, os baixos salários eram evocados para justificar a irresponsabilidade. Servidores sob esta situação podiam ganhar pouco, trabalhar pouco e reclamar o tempo todo das injustiças de que eram vítimas. Em verdade tratavam-se de pessoas com deficiência de ser, carentes de ajuda de profissionais da saúde.

Por outro lado, encontrei muitos servidores - a maioria -, que viam a sua dignidade no ato de servir dando o melhor de si. Alguns lutavam por seus salários por meio dos seus representantes; mas se esforçavam por valer sempre mais do que ganhavam. Assim, abriam caminho para participar de uma espiral ascendente de dignidade. Alguns deles puderam, inclusive, enfrentar o mercado de trabalho privado sem sentimento de inferioridade.

Um dos desafios que o servidor público pode colocar-se é a auto-emancipação pelo conhecimento. Conhecer a si mesmo e ao outro. Conhecer a capacidade dos processos de trabalho de que participa. Identificar e realizar as pequenas oportunidades de melhoria que estiverem ao seu alcance. Enfim, assumir a liderança do próprio desenvolvimento para libertar-se das condições restritivas que dependam de terceiros. Conheço pessoas que fizeram isso com sucesso apesar de todas as restrições ambientais. Algumas são felizes onde estão, apenas fazendo a sua parte e melhorando tudo ao seu redor. Outras buscaram e encontraram ambiente de melhor remuneração e reconhecimento profissional.

O servidor público é, antes de tudo, um ser humano com ânsia de viver com dignidade.